segunda-feira, 4 de julho de 2016

Daesh /”Estado Islâmico” e os homossexuais

"

Ao contrário do que tanta a mídia a serviço do Poder divulgar como verdade, olha só como pensa a Síria, um país árabe e muçulmano!

"Os Sírios não encaram a questão da homossexualidade sob o ângulo da tolerância ou da intolerância, mas sob a da vida privada. E, milhares de anos de civilização ensinaram-lhes que eles não podem sobreviver nesta região do mundo senão vivendo juntos, e que eles só podem conseguir isso respeitando a privacidade particular. É, pois, possível ter declarações de desprezo pelos homossexuais em geral, ao mesmo tempo se abstendo de acusar seja quem fôr, em particular, de ser gay."




Thierry Meyssan

Um dia histórico

 
Por Alonso Ojeda Awad
Fonte pacocol.org
 
 
 
O 23 de junho de 2016 será relembrado pelas gerações futuras como o dia histórico em que nasceu a Paz para nossa martirizada sociedade, depois de ter vivido e sofrido décadas inteiras de violência e guerras políticas, onde a morte apoderou seus reais de extremo a extremo de nossa geografia. Os fatos vividos fizeram recordar, novamente, as datas lutuosas de quando o partido liberal perdeu a Guerra dos Mil Dias e obrigado pela derrota firmou os dois tratados históricos, pondo fim a esta conflagração fratricida.
O primeiro foi a firma do Tratado de Neerlandia subscrito pelo general Rafael Uribe Uribe, na famosa fazenda do mesmo nome, localizada na zona bananeira do estado do Magdalena, perto do povoado de Ciénaga, a 24 de outubro de 1902, e posteriormente foi firmado o Tratado de Wisconsin, pelo general Benjamín Herrera, no buque insígnia da armada norte-americana que levava esse nome, no porto da cidade de Panamá em 21 de novembro de 1902. Este último tratado pôs fim à confrontação violenta e abriu passagem à hegemonia conservadora até o ano de 1930, quando ganha a presidência o liberal Enrique Olaya Herrera, quem, com Alfonso López Pumarejo, dá início à significativa “Revolução em marcha”.
Porém, as condições da firma da Paz se deram em circunstâncias diferentes. Hoje, a organização insurgente mais significativa e emblemática durante estes últimos cinquenta anos, as FARC-EP, dando demonstração de coesão política e mando centralizado, firmaram em Havana, junto ao presidente Juan Manuel Santos, um Acordo que põe fim à guerra. Este emocionante ato solene de firma entre o presidente Santos e o Comandante “Timochenko”, presidido pelo presidente de Cuba, Raúl Castro Ruz, com a honrosa companhia na mesa do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do chanceler da Noruega, Borge Brende, do presidente da Assembleia das Nações Unidas, Mogens Lykketoft, do presidente do Conselho de Segurança da ONU e do embaixador da França François Delattre, dos presidentes dos países acompanhantes do Chile Michelle Bachelet e da Venezuela Nicolás Maduro, do enviado especial do presidente dos EUA Bernard Aronso, da União Europeia Eamon Gilmore e dos presidentes latino-americanos Salvador Sánchez de El Salvador, Danilo Medina da República Dominicana e presidente da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos [CELAC], junto com o presidente do México Enrique Peña Nieto.
Há que reconhecer que nunca, em nossa longa vida republicana, havíamos conseguido tanto êxito diplomático, colocada nossa nação como o ponto mais importante do mundo nessas 24 horas que selaram nossa sorte como nação democrática e em Paz, exemplo imperecível para todas as nações do mundo. Um novo movimento político aparece no firmamento democrático colombiano ao desaparecerem as FARC, como sigla de Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para transformar-se num partido político que lutará dentro dos parâmetros da Constituição política para chegar ao poder. Segundo manifestaram seus comandantes guerrilheiros, o que muda são os métodos de luta porque sua plataforma e seus sonhos políticos de justiça social e desenvolvimento popular continuarão tendo a vigência que mantiveram nesses 52 anos de luta armada nos campos e nas montanhas colombianos.
Os quatro pontos vitais para o fim do conflito armado são os seguintes:
  1. Cessar do fogo e das hostilidades. Este ponto na prática diária e cotidiana já é o fim da guerra fratricida entre o Estado e as FARC-EP. Isto significa que não haverá ações ou agressões entre as partes contendoras nem contra a população civil. As FARC, como demonstração de seu compromisso pela Paz, haviam declarado cessar-fogo unilateral por tempo indeterminado desde 20 de julho de 2015. O governo suspendeu os bombardeios aos grupos guerrilheiros como uma demonstração de sua decidida vocação de Paz. Agora, com o cessar-fogo bilateral, cessam na raiz as agressões mútuas.

Zonas de Localização. Se definiu 23 zonas, cujo nome técnico é Zonas Veredais Temporárias para a Normalização. As zonas têm o tamanho de uma vereda, que vão de 8 a 14 quilômetros quadrados. O número final de 23 leva em conta a capacidade da Missão Política da ONU, que coordenará a verificação e da qual fazem parte as FARC, o Governo e países da CELAC.
Cronograma do desarmamento. É o tempo no qual as FARC deixarão as armas. Em todo caso, as zonas veredais se acabam em 6 meses. Este tempo dependerá da transição das FARC à vida civil e sua autorizada e esperada conversão num movimento político. A guerrilha e o governo estão decididos a que este processo não vá mais além de 31 de dezembro de 2016.

Garantias de segurança. Esta é uma das preocupações centrais para que não se volte a repetir o doloroso caso da União Patriótica, que foi dizimada pelo paramilitarismo, sanguinário setor inimigo da Paz. Neste ponto se contemplam medidas de segurança pessoal para os integrantes das FARC dentro das zonas veredais e, posteriormente, quando se mobilizem pelo país em seus novos compromissos políticos. O governo garante a luta contra as estruturas criminais tipo bacrim e suas redes de apoio que se consideram sucessoras do paramilitarismo e que atentam contra defensores de Direitos Humanos e dirigentes dos novos movimentos políticos e sociais.
Assim as coisas, os amantes da Paz estamos de parabéns e queremos felicitar ao presidente Juan Manuel Santos e ao Comandante “Timochenko” por este belo presente que brindam hoje em dia à sociedade colombiana. Deus os ilumine!

NOTA: Conheço o compromisso profundo que com a Paz têm os dirigentes sociais Carlos Velandia e Francisco Galán. Sou testemunha dos múltiplos esforços que desenvolveram para pôr fim à guerra e iniciar a construção de uma nova nação, longe da dor da violência e da morte. Participaram ativamente como conferencistas no “Programa Pedagogia de Paz” que durante 16 anos mantive aberto na Universidade Pedagógica de Bogotá. Clamamos por sua imediata Libertade.

Ex-Embaixador da Colômbia na Europa

Vice-presidente do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos.


27 de Junho de 2016.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

“Nenhum Papa foi tão longe na condenação ao capitalismo como Francisco”. Entrevista com Michael Löwy

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A paz colombiana é da América Latina, diz Maduro ao chegar a Cuba

Havana, 23 jun (Prensa Latina) A Paz da Colômbia é a nossa [paz], afirmou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ao chegar hoje aqui para assistir ao histórico acordo entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia-Exército do Povo (FARC-EP).
Mais:
Depois de descer do avião presidencial que o levou de Caracas ao aeroporto Internacional de Havana José Martí, o presidente bolivariano manifestou sua satisfação pelo consenso ao qual chegaram ambas partes até pouco tempo em conflito.

"Estamos muito contentes, parabenizamos o presidente Juan Manuel Santos e o chefe das FARC-EP Timoléon Jiménez por este acordo histórico", destacou.

Na opinião do chefe de Estado venezuelano, a diplomacia marcará o momento que viverá o povo colombiano, pois esta paz, disse, "é a dos povos que Bolívar libertou".

"Sentimos profundamente este passo que ambas partes darão aqui em Havana. Apesar de todas as conspirações internas e externas que enfrentamos na Venezuela, decidimos vir porque, além disso, nosso líder Hugo Chávez foi quem abriu este caminho a pedido do presidente Santos", explicou.

Maduro se soma ao presidente da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, bem como a seus homólogos de Cuba, Raúl Castro; do Chile, Michelle Bachelet; de Dominicana, Danilo Medina e de El Salvador, Salvador Sánchez, para dar voto de confiança ao importante ditame que acabará com as hostilidades naquele país.

rc/rws/cc
Modificado el ( jueves, 23 de junio de 2016 )

Governo e FARC chegam a acordo para o cessar-fogo bilateral e definitivo

O Governo e as FARC chegaram a um acordo para um cessar-fogo bilateral e definitivo, cujos detalhes serão revelados nesta quinta-feira em Havana em um ato que terá a presença do presidente Juan Manuel Santos e de um grande grupo de personalidades internacionais.
A reportagem é publicada por Agência Efe, 22-06-2016. A tradução é de André Langer.
“As delegações do Governo Federal e das FARC informam à opinião pública que chegamos com êxito ao acordo para o cessar-fogo e de hostilidades bilateral e definitivo”, indicaram os negociadores colombianos em um comunicado conjunto publicado nesta quarta-feira na capital cubana.
Eis o comunicado.
Comunicado Conjunto #75
Havana, Cuba, 22 de junho de 2016.
As delegações do Governo Federal e das FARC-EP informam à opinião pública que chegamos com êxito ao acordo para o cessar-fogo e de hostilidades bilateral e definitivo; o abandono das armas; as garantias de segurança e a luta contra as organizações criminosas responsáveis por homicídios e massacres ou que atentam contra defensores dos Direitos Humanos, movimentos sociais ou movimentos políticos, incluindo as organizações criminosas que tenham sido denominadas como sucessoras do paramilitarismo e suas redes de apoio, e a perseguição das condutas criminosas que ameacem a implementação dos acordos e a construção da paz.
O evento será presidido pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pelo comandante das FARC-EP, Timoleón Jiménez, e pelos países avalistas: por Cuba, o presidente Raúl Castro, e por Noruega, o chanceler Borge Brende. Também estarão representando os países acompanhantes a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
A cerimônia contará com a presença, como convidado especial, do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, que terá a companhia do presidente do Conselho de Segurança e do presidente da Assembleia Geral.
Também participará o presidente da República Dominicana, na qualidade de presidente da CELAC, o presidente de El Salvador e os enviados especiais para o processo de paz dos Estados Unidos e da União Europeia.
Os acordos serão dados a conhecer ao meio-dia desta quinta-feira no Salão de Protocolo El Laguito.
Cordialmente,
Grupo de Comunicações
Escritório do Alto Comissionado para a Paz – República da Colômbia

Comunicado Conjunto #75, Acordo para o Cessar-fogo e as Hostilidades





Comunicado Conjunto #75, Acordo para o Cessar-fogo e as Hostilidades
Bilateral y Definitivo

La Habana, Cuba, 22 de junho de 2016

As delegações do Governo Nacional e das FARC-EP informamos à opinião pública que temos chegado com êxito ao Acordo para o Cessar-fogo e as Hostilidades Bilateral e Definitivo; a Deixação das armas; as garantias de segurança e a luta contra as organizações criminais responsáveis de homicídios e massacres ou que atentam contra defensores de Direitos Humanos, movimentos sociais ou movimentos políticos, incluindo as organizações criminais que hajam sido denominadas como sucessoras do paramilitarismo e suas redes de apoio e, a perseguição das condutas criminais que ameaçam a implementação dos acordos e a construção da paz.

O evento será encabeçado pelo Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, o Comandante das FARC, Timoleón Jiménez e, por os países garantes. Por Cuba, o Presidente Raúl Castro e, por Noruega, o Chanceler Borge Brende. Também, estarão em representação dos países acompanhantes, a Presidenta de Chile, Michelle Bachelet e, da Venezuela, o Presidente Nicolás Maduro.

A cerimônia contará com a presença, como convidado especial, do Secretário Geral das Naçoes Unidas, Ban Ki-Moon, que estará acompanhado pelo Presidente do Conselho de Segurança e o Presidente da Assembleia Geral.
Igualmente assistirá o Presidente da República Dominicana, em qualidade de Presidente da CELAC; o Presidente de El Salvador e, os enviados especiais para o processo de paz dos Estados Unidos e da União Europeia.

Os acordos dar-se-ão a conhecer amanhã a meio-dia no salão de protocolo de El Laguito.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Carta de apoio dos guerrilheiros das FARC-EP


Camarada Timoleón Jiménez:
Recebam, você e os que o rodeiam, uma afetuosa, fraternal e revolucionária saudação, com a finalidade de desejar-lhes que se encontrem bem de saúde para que possam continuar cumprindo com os planos e as tarefas emanadas dos organismos superiores. Depois desta curta saudação, passo a contar-lhe o seguinte:
É muito satisfatório para mim e para todos os que integramos este movimento guerrilheiro estar a ponto de dar um passo transcendental na vida política da história da Colômbia.
Que não foi nem é fácil vocês, mais que ninguém, o sabem, porque temos que redobrar nossos esforços para poder produzir mudanças fundamentais e que as grandes maiorias estão à espera que isto suceda, porém para isto devemos nos preparar para poder dirigir este povo à satisfação de seus interesses.
Observando o momento político e a conjuntura favorável para nós pelo reconhecimento nacional e internacional, e que os partidos políticos estão desprestigiados por seus atos de corrupção, maus investimentos etc., sugiro que, para este novo passo que vamos dar, nosso partido adote a mesma sigla que nos caracterizou, porém que leve o seguinte nome: FARC-EP:
Frente Ampla para a Reconstrução da Colômbia Esperança de Paz, para que todos saibam de quem se trata.
Além disto, proponho criar um material de estudo, ou melhor, um chamado à reflexão sobre a transparência e a boa administração dos recursos, porque vamos estar no olho de todos os colombianos e dos meios de comunicação contrários a nossa política e não podemos dar a oportunidade para que nos desprestigiem.
Também como projeto, penso que devemos recolher todas as pessoas que estão nas ruas e não têm asseguradas saúde, moradia, educação nem alimentação, e ademais estão metidas em algum vício, e criar um centro de reabilitação, capacitação e, se for possível, de produção agropecuária ou de outra índole com elas.
Sem mais,
Edilberto Castro, 55 Frente.
Maio de 2016.

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