domingo, 18 de setembro de 2016

COLÔMBIA: De Marquetalia à X Conferência das FARC-EP

Por Allende La Paz, Cambio Total, 14 setembro 2016.-

Os povos fazem a história. Escrevem-na os vitoriosos. A Vitória da Firma do Acordo Final para alcançar a Paz entre as FARC-EP e o governo nacional é precisamente o povo colombiano. É esse povo, então, o que está escrevendo sua própria história no dia a dia de luta por suas mais sentidas reivindicações, as quais têm sido longamente adiadas pela elite no poder.


De Marquetalia ao Plano Colômbia
Com múltiplos artigos os escritores populares, a partir de distintas esquinas, têm demonstrado que as FARC nascem após a agressão de 48 campesinos que tinham suas parcelas numa zona remota conhecida como Marquetalia, Tolima, centro da Colômbia. Num artigo intitulado “De Marquetalia ao Plano Colômbia. A Guerra permanente em Colômbia. Nem um instante de paz” http://www.rebelion.org/noticia.php?id=69465, 
mostrávamos que os colombianos não viveram um instante de Paz desde há 206 anos.
A última fase da guerra desatada pela elite no poder e pelo imperialismo estadunidense foi o Plano Colômbia, no qual mal gastaram mais de 10 bilhões de dólares mais o mal gasto do governo colombiano por conta do imposto sobre a guerra, orçamentado ordinariamente. O governo colombiano dizia muito vaidoso que era “o maior esforço contra a insurgência armada colombiana”.
A imprensa oligárquica embutia nos colombianos o conto de que o Plano Colômbia era um Plano para a Paz.
Por exemplo, um analista da revista SEMANA qualificou ao Plano como “Plano Colômbia: um plano para a paz”. E deste teor foram as chamadas de todos esses meios burgueses.



Do Plano Colômbia à X Conferência das FARC-EP
Não é exagero dizer que o referido Plano Colômbia colheu a mais estrondosa derrota, ao ponto de que hoje lhe deram enterro de terceira categoria e o rebatizaram de “Paz Colômbia”.
As FARC-EP enfrentaram, contiveram e superaram o Plano Colômbia apesar dos milhares de milhões mal gastos na Guerra pelo governo colombiano, apesar dos mais de 3.000 assessores estadunidenses e apesar de contar com 50.000 unidades no total.
Muito sangue correu desde o Plano LASO [Latin American Security Operation] até o reconhecimento, resmungando, da derrota de todos os planos implementados pelos diferentes governos oligárquicos. Noutro artigo denominado “A capacidade de luta das FARC-EP” https://cambiototalrevista.blogspot.se/2016/08/sobre-la-capacidad-de-lucha-de-las-farc.html, assinalamos claramente esta situação. As FARC-EP, como organização insurgente, foram realizando, ao tempo de suas ações político-militares, suas Conferências Nacionais de Guerrilheiros que abordavam pontos nevrálgicos da vida do país, em geral, e da vida guerrilheira, em particular. Assim se sucederam suas Conferências num ambiente de Guerra até chegar à X Conferência Nacional de Guerrilheiros das FARC-EP.
Esta Conferência fariana tem a particularidade de ser convocada pelo Secretariado Nacional para informar o acordado na Mesa de Havana e decidir se a Conferência Nacional de Guerrilheiros aprova o acordado ou o rechaça. Acolhendo-o, as FARC-EP passariam a ser um Partido Político e se transformaria essa X Conferência de Guerrilheiros na I Convenção Nacional do Partido, cujo nome deverá ser decidido pela guerrilheirada.
A primeira particularidade da X Conferência Nacional das FARC-EP é precisamente que se realiza num ambiente de Paz. Basta ver a alegria dos delegados que vão chegando às selvas do Yari para demonstrar o anterior, evidenciadas nas imagens dos diferentes meios de comunicação que também estão chegando a essa zona histórica, tanto de imprensa burguesa como a imprensa internacional e desde logo os meios alternativos.
Isso ratifica a real vontade de Paz das FARC-EP –segunda particularidade-, as quais sabem que a Paz se começa construindo por um fio extremamente tênue –que os “inimigos da Paz” tentarão romper-, o qual irá crescendo em firmeza e magnitude na medida em que o povo colombiano vá cercando o Acordo Final e o vá tornando seu até incorporá-lo ao sentir e viver dos colombianos.
De igual maneira, as FARC-EP, ocorrendo sua transformação em partido político –terceira particularidade-, não terão que começar do zero. Tem toda uma estrutura que funcionará numa ou noutra direção de acordo com a “análise concreta da situação concreta” vá determinando que deve dirigir-se seu acionar. Ademais tem um capital humano forjado nas mais árduas e sacrificadas condições de luta.
É necessário esclarecer que assim como as FARC-EP não foram derrotadas no plano militar, muito menos o serão no plano político [já há “inimigos ocultos da Paz” prognosticando que as derrotarão nas urnas]. Nosso povo tem manifestado seu rechaço ao manejo oligárquico do poder, o qual tem se sustentado na enorme corrupção eleitoral –compra de júris, de registradores regionais, de eleitores mediante o oferecimento de migalhas, retenção de títulos, contubérnio espúrio com bandos narco-paramilitares etc etc-, corrupção que terá que ser enfrentada pelos 10.000 membros que para começar tem o Novo Partido que nasceria das FARC-EP. E mais, estamos certos de que muitas personalidades, acadêmicos, pesquisadores, profissionais, estudantes se somarão ao Novo partido na medida em que vejam que as causas que possibilitaram e perpetuaram a guerra vão sendo superadas.
A X Conferência de Guerrilheiros das FARC-EP dará enterro de quarta categoria à guerra, ao assassinato do adversário como forma de fazer política e começaremos a viver outra época, ainda quando os “inimigos da Paz” ou o Terrorismo de Estado, em seus estertores, estejam provocando a morte de líderes populares valiosíssimos, como todos eles.
Saúde, X Conferência Nacional de Guerrilheiros das FARC-EP! Vosso triunfo é o triunfo do povo!



Tradução: Joaquim Lisboa Neto

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A MAIS BELA DE TODAS AS BATALHAS

La Habana, Cuba, sede dos Diálogos de paz, 24 de agosto de 2016
 
Encerramos no dia de hoje em Havana, Cuba, o acordo de paz mais almejado da Colômbia. Terra, democracia, vítimas, política sem armas, implementação de acordos com vedoria internacional são, entre outros, os elementos de um acordo que terá que ser convertido, mais cedo que tarde, pelo constituinte primário em norma pétrea que garanta o futuro de dignidade para todos e todas.

Podemos proclamar que termina a guerra com as armas e começa o debate das ideias. Confessamos que concluímos a mais bela de todas as batalhas: a de assentar as bases para a paz e a convivência.

O acordo de paz não é um ponto de chegada mas sim o ponto de partida para que um povo multiétnico e multicultural, unido sob a bandeira da inclusão, seja ourives e escultor da mudança e da transformação social pelas quais as maiorias clamam.
 
Hoje estamos entregando ao povo colombiano a potência transformadora, que construímos durante mais de meio século de rebeldia, para que, com ela, e a força da união, comece a edificar a sociedade do futuro, a de nosso sonho coletivo, com um santuário consagrado à democracia, à justiça social, à soberania e às relações de fraternidade e de respeito com todo o mundo.

Subscrevemos compromissos sobre os seis pontos que integram a Agenda do Acordo Geral:

Acordo “Para um novo campo colombiano: Reforma Rural Integral”, que busca a transformação das condições de miséria e desigualdade que imperam nas zonas agrárias de nosso país, levando os planos e programas para o bem viver e o desenvolvimento a partir da titulação das terras em poder das comunidades rurais.

Acordo “Participação política: abertura democrática para alcançar a paz”, no qual a ênfase está na eliminação da exclusão a partir da expansão da democracia que permita a ampla participação cidadã na definição dos destinos do país.

Acordo “Solução ao problema das drogas ilícitas”, que projeta uma nova política de luta contra as drogas de uso ilícito, mirando suas conotações sociais e propiciando um enfoque com ênfase nos direitos humanos que supere as falências da fracassada “guerra contra as drogas”.

Acordo sobre Vítimas, consistente num “Sistema Integral de Verdade, Justiça, Reparação e Não Repetição”, uma “Jurisdição Especial para a Paz”, uma Unidade para a Busca de Pessoas dadas por Desaparecidas no contexto e em razão do conflito, planos de reparação integral, medidas de restituição de terras e garantias de não repetição, entre outras.

Acordos sobre o ponto Fim do Conflito: “1. O cessar-fogo e de hostilidades bilateral e definitivo; 2. A Deixação das armas; 3. O Mecanismo de Monitoramento e verificação que as Nações Unidas puseram em marcha mediante o desdobramento de observadores de países da CELAC; Definiu-se acordos sobre garantias de segurança e desmonte do fenômeno do paramilitarismo criando uma unidade de investigação e desmantelamento das organizações criminais, incluindo as que tenham sido consideradas como sucessoras do paramilitarismo, e suas redes de apoio..., porém com uma visão não militarista e sim de busca de soluções que evitem mais derramamentos de sangue e dor; e, como aspecto quinto, o mais recente combinado foram os acordos sobre Reincorporação das FARC-EP à vida civil –no econômico, social e no político, o qual, a partir do indulto e da mais ampla anistia política, abre o caminho para nossa conversão em partido ou movimento político legal no novo cenário social que surge do conjunto dos Acordos de Paz.

Temos também um Acordo sobre implementação, referenda e verificação, que dá as garantias para o planejamento, financiamento e orçamento, como para a realização das mudanças normativas que permitam a materialização dos compromissos.

Durante o tratamento de cada ponto, paralelamente, a Subcomissão de Gênero trabalhou sobre a análise do conjunto dos textos pactuados e dos temas em debate, fornecendo insumos que abrem passagem à plena reivindicação do ser humano.

Cumprimos a tarefa. Nos próximos dias estaremos em Colômbia realizando a Décima Conferência Nacional Guerrilheira, nossa máxima instância de autoridade, à qual devemos subordinação, para submeter a seu veredito a obra política que representa o Acordo Especial de Paz de Havana.

Confessamos que foi uma construção dura e repleta de dificuldades, com luzes e talvez com sombras, porém trabalhada com o coração pleno de amor pela pátria e pelos pobres da Colômbia. Nos assiste a convicção de que interpretamos fielmente o sentimento de nossos companheiros e nossas companheiras de armas e de ideias, que sempre combateram pensando na solução política do conflito e, sobretudo, na possibilidade de uma pátria justa, sem esses abismos horrorosos que hoje se interpõem entre o desenvolvimento e a pobreza.

Aos companheiros e às companheiras reclusos em prisões e calabouços do país e fora das fronteiras vai nossa mensagem de amor com a esperança de tê-los em breve construindo em liberdade a Nova Colômbia sonhada por nossos pais fundadores.

Ao povo da Colômbia o abraçamos com toda a força de nosso coração, para reafirmar que a luta guerrilheira que se encenou em todos os pontos da geografia nacional não teve razão diferente à dignificação da vida humana, no marco do direito universal que assiste a todos os povos do mundo a se levantarem em armas contra a injustiça e a opressão. Lamentavelmente, em toda guerra, porém especialmente nas de longa duração, se cometem erros e se afeta involuntariamente a população. Com a firma do acordo de paz, que leva implícito o compromisso de Não Repetição, esperamos isolar definitivamente o risco de que as armas se voltem contra os cidadãos.

A paz é para todos e abraça todos os estratos de nossa sociedade chamando-os à reflexão, à solidariedade, e nos diz que é possível levar o país adiante. Aos estratos que sobrevivem nas catacumbas da desesperança, do esquecimento e do abandono oficial lhes dizemos que é possível, confiando na força interior e decisão que levamos por dentro, levantar-nos da miséria e da pobreza. Enquanto tenhamos vida, tudo é possível, e muito melhor se o fazemos organizadamente. Aí estão os jovens da Colômbia, sempre generosos, desde as cátedras e universidades, dispostos a ajudar na busca coletiva de soluções à problemática social.

Aos campesinos, homens e mulheres repletos de humildade e de pureza, que buscam na lavoura através de seu trabalho e suor a soberania alimentar da Colômbia, lhes oferecemos um posto de luta na Reforma Rural Integral acordada. Às comunidades afro da Colômbia, aos povos indígenas, os convidamos a olhar na geografia de todo o acordado o enfoque étnico diferenciado, conquistado com sua própria luta. Às mulheres, lhes dizemos que faremos valer o enfoque de gênero que o acordo Especial de Paz respira. 

Não será possível deter a poderosa força da mudança originada nos sonhos e nas esperanças de um povo que reclama seus direitos. Nada poderá nos desviar do caminho. O povo da Colômbia exige respostas a suas inquietudes e o governo deve dá-las com ações palpáveis.

Haverá vedoria internacional para os compromissos das duas partes, não só para a guerrilha, como quiseram alguns, como também para os compromissos do Governo em temas fundamentais do fim do conflito, como a reincorporação no político, econômico e social, nas garantias de segurança, e no trânsito da guerrilha ao movimento político legal.

Nos suscita grande expectativa o desenvolvimento do compromisso das reformas e dos ajustes institucionais necessários para fazer frente aos desafios da construção da paz. Para isso, consideramos, se deve abrir campo ao GRANDE ACORDO POLÍTICO NACIONAL pós plebiscito, proposto pelas partes, ao qual convidamos as forças vivas da nação para que nesse espaço pensemos num novo marco de convivência político e social que garanta tranquilidade às gerações vindouras.

Teremos paz se os acordos são respeitados. O povo deve se constituir em garantidor principal de seu cumprimento. Acordo Especial de Paz e povo devem ser um só como mar e onda, onde os acordos são o mar e o povo a onda persistente exigindo seu cumprimento.

Em nome das FARC me dirijo às nações do mundo pedindo aos povos e aos governos sua solidariedade, seu respaldo em todo sentido para que o mais prolongado conflito do continente se converta numa referência e assunto do passado que um povo  não deve repetir.

Ao Governo dos Estados Unidos, que durante tanto tempo apoiou a guerra do Estado contra a guerrilha e contra a inconformidade social, lhe pedimos que continue respaldando de maneira transparente os esforços colombianos por restabelecer a paz, sempre esperando de Washington gestos humanitários que concordem com a bondade que caracteriza a maioria do povo norte-americano, amigo da concórdia e da solidariedade. Ficamos à espera de Simón Trinidad.

Esperamos que o ELN possa encontrar um caminho de aproximação para que a paz que almejamos seja completada plenamente envolvendo assim a todos os colombianos.

Finalmente as FARC expressam seu mais profundo agradecimento ao governo liderado pelo General de Exército Raúl Castro Ruz e ao povo de Cuba, tudo o que fez pela paz da Colômbia, gratidão eterna à pátria de Martí. Obrigado também ao Reino e ao povo da Noruega por sua contribuição generosa e por seu acompanhamento como garantidor aos esforços da reconciliação do país. Nosso reconhecimento e afeto à República Bolivariana de Venezuela, por seu estímulo permanente a sua irmã Colômbia, na concretização do acordo de paz. Muito obrigado Nicolás Maduro, por continuar a obra que lhe encomendara o Presidente Chávez. Um agradecimento à Presidenta Michelle Bachelet e ao povo do Chile por seu acompanhamento extraordinário a uma paz que, sabem muito bem, é essencial para consolidar a paz do continente.

Permitam-nos render a mais sentida homenagem aos caídos nesta longa confrontação fratricida. Às famílias, mães, viúvas, irmãos, filhos e amigos nossas condolências pelo luto e pela tristeza da guerra. Unamos nossas mãos e nossas vozes para gritar NUNCA MAIS, NUNCA MAIS.

Do conclave de Havana surgiu fumaça branca. Habemus Pacem, Temos paz. Viva a Colômbia! Viva a Paz!

Iván Márquez
Chefe da Delegação de Paz das FARC-EP


Fonte: Pravda

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Colômbia. O que nos deixa a guerrilha das FARC-EP.

Hernando Vanegas Toloza, Allende la Paz, Postales de Estocolmo.Resumen Latinoamericano/ 5 de Agosto 2016.- 
Já firmado o Cessar-Bilateral de Fogos e quase às portas do Acordo Final na Mesa de Havana, chega o momento de analisar o papel jogado pelas FARC-EP na vida do país e a herança deixada para as futuras gerações. Assinalaremos apenas alguns dos pontos que consideramos relevantes. Ainda que já se tenha feito este exercício em alguns escritos no passado [Ver ao final do artigo], esse exercício foi feito em plena confrontação armada. Hoje estamos quase no início de uma nova época quando se dará a firma de um Acordo que contém elementos inéditos para os povos, especialmente o povo colombiano, e lhe confere características especiais à existência de uma organização guerrilheira que se enfrentou não só a um pé de força descomunal -500.000 unidades-, como também teve que enfrentar ao próprio império estadunidense com todo seu poderio, contê-lo e obrigar suas forças conjuntas –assessores gringos e oficiais nativos- a aceitar sua incapacidade para vencer uma guerrilha infinitamente menor em número e recursos, e obrigar seus comandantes supremos a se sentarem numa Mesa de Negociação para buscar conjuntamente uma saída política civilizada ao conflito interno desatado pela oligarquia colombiana com a assessoria estadunidense.
As FARC nos deixa o ensinamento de aceitar o desafio, por descomunal que pareça, de lutar pelo povo entregando até a própria vida. Muitos guerrilheiros se sacrificaram pelo cumprimento de suas tarefas. Talvez nunca saberemos quantos guerrilheiros caíram na confrontação armada ou fora dela, estes últimos assassinados inermes. O comandante Jacobo Arenas disse que “em algum momento publicaremos seus nomes”.
Dentre os caídos em combate tenho obrigatoriamente que mencionar a meu irmão carnal, Cristian Pérez, cantautor que morreu nas montanhas do estado do Cauca. Cristian estava imbuído do ideário fariano e por esse ideário e por seu amor ao povo entregou sua vida. Como ele são todos os guerrilheiros das FARC, daí a enorme fortaleza demonstrada durante 52 anos de dura e mortal luta armada para mudar as causas que originaram o Conflito Interno colombiano.
Outra herança que nos deixam as FARC-EP é seu amor à Paz. É quase inverossímil que homens endurecidos no combate professassem tão profundo convencimento de que cada ação os aproximava da Paz e da solução política do Conflito Interno, como com efeito está sucedendo nos atuais momentos. A entrega da vida do Comandante em Chefe Alfonso Cano é exemplo vivo disso.
Igualmente, é necessário mencionar que só organizações dotadas de um ideário como o das FARC são capazes de suportar os embates de uns inimigos impiedosos e curtidos na arte de matar para impor aos povos suas políticas e sua visão do mundo, no qual só seus mesquinhos interesses primam.
Desde 1964 as FARC lançaram seu primeiro chamamento pela Paz. Posteriormente, em todos os seus documentos podemos ler uma máxima: “O futuro da Colômbia não pode ser a guerra civil”. Hoje as FARC podem dizer a seus combatentes sacrificados e ao povo colombiano: “Estamos cumprindo!”
Não é por culpa das FARC se a Colômbia é encaminhada à Guerra Civil. Serão outros os responsáveis assim como foi a outra parte a responsável pela guerra desde há mais de 60 anos. Felizmente –para o bem do povo colombiano- as FARC conseguiram concretizar sua política de Paz.
Hoje digo SIM à Paz e me comprometo a acompanhar as FARC em seu trânsito para a legalidade e para a atividade política legal. O povo colombiano merece esta oportunidade.
Tradução: Joaquim Lisboa Neto

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O silêncio da esquerda: Brexit, Euro-‘austeridade’ e a ‘parceria’ do Atlântico (TTIP)

 Impressionante como um referendo ,ou seja, a voz popular, decisão popular, causa  tanto tumulto, desespero, Claro que algo não devia ir bem na UE,né?
 
A Inglaterra fez...Outros farão?
 
 
Traduzido por Vila Vudu
 
A mídia-empresa nos EUA tratou o resultado do referendo britânico contra permanecer na União Europeia (UE) como se fosse “Trumpismo populista”, voto de direita desarticulado, fruto de ignorância, efeito de bandos de idiotas velhos nem verem que estariam sendo deixados para trás pela política de crescimento econômico neoliberal. O fato de Donald Trump estar na Escócia promovendo seu campo de golfe ajudou a dar verossimilhança à história urdida pelos EUA, que apresenta o resultado pró Brexit como se fosse um psicodrama de “Trump vs. Hillary” – pura ira e ressentimento populistas vs. políticas Hillary-inteligentes.
O que resta desse quadro é que, sim, há uma lógica firme nessa oposição a participar como membro da UE. Aparece no slogan de Nigel Farage, “Retomar o controle”.
Ok, mas a questão é: “retomar de quem?” Não só dos “burocratas”, mas também das regras anti-trabalho e pró-bancos consagradas nos tratados de Lisboa e de Maastricht da eurozona.
Os tabloides britânicos opuseram-se à participação na UE e apresentaram os burocratas não eleitos de Bruxelas como autores de leis que limitariam a Grã-Bretanha. O argumento foi em grande parte um apelo nacionalista a “leis britânicas, para ajudar o povo britânico”.
O problema real não é só que os burocratas façam as leis, mas, mais, o tipo de leis que fazem: leis pró-bancos e a favor da ‘austeridade’ contra o trabalho. A política de impostos e de gastos públicos sai do controle por governos nacionais e é entregue a centros de banking – que insistem em ‘austeridade’ [é ARROCHO] e em reduzir aposentadorias, pensões e aplicações em programas sociais.
Os tratados de Maastricht e Lisboa – tanto quanto a Constituição da Alemanha – impedem a eurozona de manter um banco central que gaste dinheiro para fazer reviver a economia europeia. Em vez de trabalhar para salvar a economia da deflação da dívida que ocorreu desde 2008, o Banco Central Europeu (BCE) financia bancos e obriga os governos a salvar acionistas ameaçados de perder dinheiro quando subscrevem papeis podres.
Para complicar ainda mais, os burocratas de Bruxelas parecem altamente curváveis às pressões feitas pelos EUA para que assinem o Tratado da Parceria de Comércio e Investimento , a [‘parceria’] T-TIP transatlântica neoliberal do governo Obama. Trata-se de um programa pró-grandes empresas, que transfere as políticas regulatórias para aquelas mesmas grandes empresas, afastando-as de qualquer ‘influência’ governamental: políticas ambientais, de saúde pública, de rotulagem de alimentos, para começar.
A burocracia em Bruxelas foi sequestrada não só pelos bancos, mas também pela OTAN. Os burocratas lá insistem que haveria grave ameaça de uma invasão militar russa à Europa – como se qualquer país do planeta pudesse, hoje, fazer guerra de coturnos em solo contra outros países.
Essa ameaça ficcional, inventada, é a desculpa para que todos os orçamentos nacionais europeus recebam um parágrafo que assegura gastos de 2% para comprar armas do complexo militar-industrial norte-americano e seus contrapartes franceses e em outros países. Daí os belicistas de Bruxelas-OTAN passam a desqualificar a esquerda pró-trabalho como agente “soft” contra a segurança nacional – como se a Europa estivesse realmente diante do alto risco, iminente, de ser invadida pela Rússia. Quem se oponha à euro-austeridade [é EURO-ARROCHO] são indiciados como agentes de Putin.
Até aqui, a voz da oposição a isso tem sido a do Partido da Frente Nacional de Le Pen na França. Marine Le Pen protesta contra a participação da França na OTAN, sob o argumento de que entrega o controle militar aos EUA e àquele aventureirismo conhecido.
O que antes foi uma esquerda socialista, está agora em silêncio, apesar da realidade de que há muito boas razões para as pessoas dizerem que essa não é a Europa da qual querem fazer parte. É parte do mundo que se vai convertendo em zona morta. Não pode ser “democratizada” sem que se substituam os Tratados de Lisboa e de Maastricht sobre os quais se baseia, e sem que se removam as objeções que o governo alemão faz a qualquer movimento para facilitar gastos públicos para a recuperação de Espanha, Itália, Portugal, Grécia e outros países.
O que é notável é que, ante do crescente ressentimento dos que mais ‘perdem’ por causa do neoliberalismo – os 99% –, só os partidos da direita nacionalista fascista criticaram o neoliberalismo da UE e a tal “parceria” de Obama, a T-TIP!
Os partidos da antiga ala esquerda socialista na França e Espanha; os social-democratas da Alemanha; os socialistas gregos, etc., etc., endossaram o programa neoliberal de ‘austeridade’ [É ARROCHO] pró-finanças, com seus ataques contra o poder dos sindicatos, contra salários, contra aposentadorias.
O enigma portanto é: como aconteceu que partidos originalmente pró-trabalho tornaram-se partidos anti-trabalho?
Corrupção burocrática de todos os partidos, ao longo do tempo
Ibn Khaldun, islamista e filósofo da história, estimou, no século 14, que cada dinastia governa, do apogeu à decadência, por cerca de 120 anos (quatro gerações). A tendência é começarem com um “senso de grupo” progressista, de ajuda mútua. Mas com o tempo, as dinastias sucumbem à luxúria e à ganância, tornam-se corruptas e, assim, facilmente manipuláveis por interesses especiais.
O mesmo se pode dizer de partidos políticos. Cada partido que se identificou com a esquerda na Era Progressista – a era dos partidos Trabalhistas e Socialistas da Europa, e dos Democratas progressistas nos EUA – identifica-se hoje com a direita liberal, passando a ser parte do “establishment.”
Foi como se partidos da direita e da esquerda tivessem trocado, politicamente, de lugar. A esquerda socialista não protesta – até aplaude! – a austeridade na eurozona. Como Tony Blair e Gordon Brown na Grã-Bretanha, tornaram-se tatcheristas, promovendo privatizações e corporativismo.
Afinal, o sistema político europeu oferece uma saída: podem-se formar novos partidos para substituir os velhos, e as representações parlamentares refletem aproximadamente o voto público. É o que permitiu que o movimento italiano Cinco Estrelas; o Podemos espanhol e até o Syriza grego se organizassem e conquistassem assentos e votos no Parlamento. O programa é restaurar governos de esquerda, pró-trabalho, que regulem a economia para aumentar salários e o padrão de vida dos cidadãos, não canalizar a renda do país para os centros financeiros e os 1%.
O que bloqueia a esquerda política progressista nos EUA?
Os EUA são prisioneiros de um sistema bipartidário que bloqueia a ação política de quem se oponha ao neoliberalismo. O sistema de eleição presidencial nos EUA sempre foi viciado desde a origem, pela preferência a favor dos proprietários de escravos do sul. A representação foi montada para refletir uma população escrava que não podia votar, mas contava na representação do Congresso Sulista e nas eleições presidenciais via o colégio eleitoral.
Não entrarei em detalhes aqui, mas o modo como o sistema bipartidário emergiu impede completamente que um terceiro bloco alcance o controle das comissões chaves no Congresso ou de outros instrumentos chaves de governo. Por isso Bernie Sanders entendeu que seria obrigado a concorrer pelo Partido Democrata – apesar de saber que o aparelho do Partido Democrata é firmemente controlado pelas grandes empresas e firmas de Wall Street que pagam pelas campanhas eleitorais.
Assim como a União Europeia não é reformável enquanto persistirem os Tratados de Lisboa e Maastricht, assim o sistema político dos EUA também é irreformável. Nas mãos dos neoliberais, o sistema sempre favorecerá Wall Street contra o trabalho; o poder de empresas e empresários, contra a proteção do meio ambiente, a saúde pública e a recuperação da economia.
Por exemplo, semana passada a Comissão Nacional Democrata rejeitou a propsta de Bernie Sanders, para que a plataforma eleitoral dos Democratas, esse ano, rejeite as duas ‘parcerias’ de Obama, a trans-Atlântico (T-TIP) e a trans-Pacífico (TPP). Essas políticas comerciais já foram chamadas de “NAFTA ‘chapado’ de esteroides”. Por mais que Hillary sempre as tenha apoiado desde o início, ela agora está fazendo ‘gestos’ na direção da esquerda, mentindo que se opõe. Sim… Mas jamais permitirá que a ‘oposição’ dela seja escrita e assinada na plataforma (mesmo que não passe de “um pedaço de papel”, como disse Jane Sanders).
Donald Trump, assim, ‘herda’ o trunfo de denunciar os Democratas por apoiarem as grandes empresas e Wall Steet, contra o trabalho. Isso o põe ao lado de Nigel Farage na Grã-Bretanha ou de Marine Le Pen na França, ou dos nacionalistas na Áustria e Hungria.
E empurra os democratas firmemente para o campo neoliberal, anti-trabalho e anti-regulatório, como aconteceu aos socialistas franceses. E seus contrapartes de direita em outros países, como Lorrie Wallach, Paul Craig Roberts e outros são hoje quem se manifesta contra as ‘parcerias’ TPP e TTIP, mas só Trump parece capaz de jogar essa carta política crucialmente importante.
Assim se vê que o grande problema de nosso tempo é o como criar uma alternativa ao neoliberalismo, às ‘parcerias’ de Obama, trans-Atlântico e trans-Pacífico, que seja pró-trabalho e pró-meio ambiente.
Por que os EUA são absolutamente incapazes de criar um partido que tenha capacidade real para conduzir política democrática de governo? Muitos membros do Partido Verde tentaram fazer isso. Mas o sistema bipartidário dos EUA logo os marginalizou.
Embora os socialistas e outros movimentos externos tenham influenciado há um século o Partido Democrata, a campanha de Sanders mostra o quanto é mínima a probabilidade de que isso aconteça hoje. As empresas e empresários que sustentam a campanha de Hillary apertaram o cerco e o controle sobre o aparelho partidário. Sequestraram a retórica e os slogans da Era Progressista, para fecharem o cerco protetivo em torno de políticas neoliberais de direita e até de extrema direita.
Tudo isso implica dizer que há dois problemas para quem queira lutar contra a austeridade e a deflação da dívida.
Primeiro, o problema do sistema eleitoral que veda qualquer possibilidade de qualquer alternativa.
Segundo, o problema dos partidos de esquerda que regrediram e já rejeitaram as próprias origens pró-trabalho, para apoiar tatcherismos, privatizações, orçamentos ‘equilibrados’ [à bala e/ou a golpes de ‘austeridade’, de ‘ética’, de ‘legalismos’, como no Brasil do Golpe de 2016 (NTs)] e ‘austeridades’ pró bancos. Há uma esquerda, pois, que rejeitou Marx e embarcou na Nova Guerra Fria, pró Império.
Há outra economia possível para a Europa. Mas não pode ser construída a partir dos fundamentos hoje dominantes. É preciso quebrar a eurozona e construir uma União Europeia pró-trabalho.*****
 
Original emhttp://www.orientemidia.org/o-silencio-da-esquerda-brexit-euro-austeridade-e-a-parceria-do-atlantico-ttip/

Daesh /”Estado Islâmico” e os homossexuais

"

Ao contrário do que tanta a mídia a serviço do Poder divulgar como verdade, olha só como pensa a Síria, um país árabe e muçulmano!

"Os Sírios não encaram a questão da homossexualidade sob o ângulo da tolerância ou da intolerância, mas sob a da vida privada. E, milhares de anos de civilização ensinaram-lhes que eles não podem sobreviver nesta região do mundo senão vivendo juntos, e que eles só podem conseguir isso respeitando a privacidade particular. É, pois, possível ter declarações de desprezo pelos homossexuais em geral, ao mesmo tempo se abstendo de acusar seja quem fôr, em particular, de ser gay."




Thierry Meyssan

Um dia histórico

 
Por Alonso Ojeda Awad
Fonte pacocol.org
 
 
 
O 23 de junho de 2016 será relembrado pelas gerações futuras como o dia histórico em que nasceu a Paz para nossa martirizada sociedade, depois de ter vivido e sofrido décadas inteiras de violência e guerras políticas, onde a morte apoderou seus reais de extremo a extremo de nossa geografia. Os fatos vividos fizeram recordar, novamente, as datas lutuosas de quando o partido liberal perdeu a Guerra dos Mil Dias e obrigado pela derrota firmou os dois tratados históricos, pondo fim a esta conflagração fratricida.
O primeiro foi a firma do Tratado de Neerlandia subscrito pelo general Rafael Uribe Uribe, na famosa fazenda do mesmo nome, localizada na zona bananeira do estado do Magdalena, perto do povoado de Ciénaga, a 24 de outubro de 1902, e posteriormente foi firmado o Tratado de Wisconsin, pelo general Benjamín Herrera, no buque insígnia da armada norte-americana que levava esse nome, no porto da cidade de Panamá em 21 de novembro de 1902. Este último tratado pôs fim à confrontação violenta e abriu passagem à hegemonia conservadora até o ano de 1930, quando ganha a presidência o liberal Enrique Olaya Herrera, quem, com Alfonso López Pumarejo, dá início à significativa “Revolução em marcha”.
Porém, as condições da firma da Paz se deram em circunstâncias diferentes. Hoje, a organização insurgente mais significativa e emblemática durante estes últimos cinquenta anos, as FARC-EP, dando demonstração de coesão política e mando centralizado, firmaram em Havana, junto ao presidente Juan Manuel Santos, um Acordo que põe fim à guerra. Este emocionante ato solene de firma entre o presidente Santos e o Comandante “Timochenko”, presidido pelo presidente de Cuba, Raúl Castro Ruz, com a honrosa companhia na mesa do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do chanceler da Noruega, Borge Brende, do presidente da Assembleia das Nações Unidas, Mogens Lykketoft, do presidente do Conselho de Segurança da ONU e do embaixador da França François Delattre, dos presidentes dos países acompanhantes do Chile Michelle Bachelet e da Venezuela Nicolás Maduro, do enviado especial do presidente dos EUA Bernard Aronso, da União Europeia Eamon Gilmore e dos presidentes latino-americanos Salvador Sánchez de El Salvador, Danilo Medina da República Dominicana e presidente da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos [CELAC], junto com o presidente do México Enrique Peña Nieto.
Há que reconhecer que nunca, em nossa longa vida republicana, havíamos conseguido tanto êxito diplomático, colocada nossa nação como o ponto mais importante do mundo nessas 24 horas que selaram nossa sorte como nação democrática e em Paz, exemplo imperecível para todas as nações do mundo. Um novo movimento político aparece no firmamento democrático colombiano ao desaparecerem as FARC, como sigla de Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para transformar-se num partido político que lutará dentro dos parâmetros da Constituição política para chegar ao poder. Segundo manifestaram seus comandantes guerrilheiros, o que muda são os métodos de luta porque sua plataforma e seus sonhos políticos de justiça social e desenvolvimento popular continuarão tendo a vigência que mantiveram nesses 52 anos de luta armada nos campos e nas montanhas colombianos.
Os quatro pontos vitais para o fim do conflito armado são os seguintes:
  1. Cessar do fogo e das hostilidades. Este ponto na prática diária e cotidiana já é o fim da guerra fratricida entre o Estado e as FARC-EP. Isto significa que não haverá ações ou agressões entre as partes contendoras nem contra a população civil. As FARC, como demonstração de seu compromisso pela Paz, haviam declarado cessar-fogo unilateral por tempo indeterminado desde 20 de julho de 2015. O governo suspendeu os bombardeios aos grupos guerrilheiros como uma demonstração de sua decidida vocação de Paz. Agora, com o cessar-fogo bilateral, cessam na raiz as agressões mútuas.

Zonas de Localização. Se definiu 23 zonas, cujo nome técnico é Zonas Veredais Temporárias para a Normalização. As zonas têm o tamanho de uma vereda, que vão de 8 a 14 quilômetros quadrados. O número final de 23 leva em conta a capacidade da Missão Política da ONU, que coordenará a verificação e da qual fazem parte as FARC, o Governo e países da CELAC.
Cronograma do desarmamento. É o tempo no qual as FARC deixarão as armas. Em todo caso, as zonas veredais se acabam em 6 meses. Este tempo dependerá da transição das FARC à vida civil e sua autorizada e esperada conversão num movimento político. A guerrilha e o governo estão decididos a que este processo não vá mais além de 31 de dezembro de 2016.

Garantias de segurança. Esta é uma das preocupações centrais para que não se volte a repetir o doloroso caso da União Patriótica, que foi dizimada pelo paramilitarismo, sanguinário setor inimigo da Paz. Neste ponto se contemplam medidas de segurança pessoal para os integrantes das FARC dentro das zonas veredais e, posteriormente, quando se mobilizem pelo país em seus novos compromissos políticos. O governo garante a luta contra as estruturas criminais tipo bacrim e suas redes de apoio que se consideram sucessoras do paramilitarismo e que atentam contra defensores de Direitos Humanos e dirigentes dos novos movimentos políticos e sociais.
Assim as coisas, os amantes da Paz estamos de parabéns e queremos felicitar ao presidente Juan Manuel Santos e ao Comandante “Timochenko” por este belo presente que brindam hoje em dia à sociedade colombiana. Deus os ilumine!

NOTA: Conheço o compromisso profundo que com a Paz têm os dirigentes sociais Carlos Velandia e Francisco Galán. Sou testemunha dos múltiplos esforços que desenvolveram para pôr fim à guerra e iniciar a construção de uma nova nação, longe da dor da violência e da morte. Participaram ativamente como conferencistas no “Programa Pedagogia de Paz” que durante 16 anos mantive aberto na Universidade Pedagógica de Bogotá. Clamamos por sua imediata Libertade.

Ex-Embaixador da Colômbia na Europa

Vice-presidente do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos.


27 de Junho de 2016.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

“Nenhum Papa foi tão longe na condenação ao capitalismo como Francisco”. Entrevista com Michael Löwy

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