segunda-feira, 13 de junho de 2011

Adiante camarada Julián Conrado!

Como comunistas, não podemos ficar calados diante de um fato tão infame como o que aconteceu na Venezuela, uma vez que foi capturado o cantor fariano Julián Conrado, um homem cujo talento musical colocou a serviço da causa revolucionária das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo; um homem convicto e militante da revolução proletária que conseguiu culturalmente expressar os sentimentos e aspirações de seus camaradas, transmitindo coragem e entusiasmo revolucionário.

Não é estranho que o governo narco-paramilitar de Juan Manuel Santos, valha-se dos mais baixos artifícios para tentar derrotar a heróica resistência das FARC-EP, a fim de agradar a oligarquia colombiana e o imperialismo. Para isso se valem não só do combate militar feroz contra a guerrilha, mas muitas vezes utilizam a criminalização e repressão aos que simpatizam com sua luta, ou que se supõe que simpatizem.

No entanto, neste caso, não podemos ignorar o fato de que é o governo da Venezuela que tem se dado ao trabalho de colaborar com os esforços da contra-insurreição oligárquica criminosa colombiana. A captura do camarada Julián Conrado se junta à detenção do jornalista Joaquín Becerra, diretor da Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), relatado pelo governo colombiano como um colaborador das FARC-EP. Estes fatos põem em debate a confiança que os povos em luta e as organizações revolucionárias colocaram no governo da Venezuela.

Exigimos energicamente a imediata libertação de Julián Conrado e exortamos o governo da Venezuela a não ceder à petição de extradição feita pelo governo colombiano. Nenhum governo que se autodenomina revolucionário ou bolivariano pode se prestar a entregar nas mãos de um governo terrorista e narco-paramilitar um homem decente, comprometido com a causa da emancipação dos explorados. Nada pode justificar esta detenção, nem sequer os argumentos jurídicos, pois ninguém pode negar a justeza e a legitimidade do povo colombiano em sua luta. Além disso, se recorrêssemos a essas leis que dizem cumprir, os primeiros a serem presos seriam justamente os governantes da Colômbia, que pisoteiam seu povo e têm violado sistematicamente a Carta Universal dos Direitos Humanos. O governo narco-paramilitar da Colômbia e os seus oligarcas é que são comprovados criminosos de guerra, arquitetos de massacres, promotores dos paramilitares e cujo sistema judiciário tem repetidamente provado ser parcial e tendencioso.

Fazemos um chamado ao governo venezuelano a ter congruência e endossamos que, como comunistas, nunca haveremos de consentir com qualquer ato repressivo contra as classes exploradas nem contra nenhum revolucionário, seja qual for a situação legal da sua luta. Ao governo venezuelano dizemos que não ignoramos a quem poderiam incomodar, se libertassem Julian Conrado, e as consequências que isso poderia implicar, porém sempre insistimos em que os princípios não podem ser negociados. Dizemos que ainda há tempo para reparar este ultraje, caso contrário, sua colaboração contra-insurgente e seu mesquinho serviço ao imperialismo ficará gravado com tinta indelével na história. A unidade latino-americana virá somente dos seus povos, nunca dos oligarcas que traíram Bolívar. Um governo digno de ser chamado de revolucionário não pode esquecer que a solidariedade é um princípio básico da ação revolucionária, não pode esquecer que a solidariedade é a ternura dos povos, porque os governos passam, mas os povos, sua luta e sua história permanecem para sempre.

LIBERDADE IMEDIATA PARA O CAMARADA JULIÁN CONRADO!

VIVA A JUSTA LUTA DAS FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS DA COLÔMBIA!

Buró Político do Comitê Central do Partido Comunista do México

Partido Comunista do México

Comitê Central

www.comunistas-mexicanos.org

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